O rolo não perdoa precisamente as condições de um copo de água. Salas com pouca luz, pessoas em movimento e um flash fixo produzem muitas imagens escuras, tremidas, ou um rosto iluminado sobre uma sala preta. E só se descobre quais muito depois do dia.
Depois há a recolha. As máquinas ficam em malas, na mesa errada, num carro ou duas semanas em casa de alguém. O que volta tem de ser revelado e digitalizado antes de ver uma única imagem, e cada rolo custa o mesmo, saiam as fotos bem ou mal.
E uma máquina descartável regista uma única coisa. Nenhum vídeo do discurso, nenhuma voz do avô que falou, nada que se mexa ou soe.